Pular para o conteúdo
Museu do Corpo de
Fuzileiros Navais
Agende sua visita
Salão Sete de Março, com o tríptico de Navarro da Costa e as bandeiras do CFN

Visite o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais

Entrada gratuita, visitas guiadas de terça a sexta-feira e tudo o que você vai ver na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras.

Agende sua visita

A entrada é gratuita e todas as visitas são guiadas. Grupos com 10 ou mais visitantes precisam agendar; visitas com menos de 10 pessoas podem ser espontâneas, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 13h15 às 16h.

Como visitar o Museu dos Fuzileiros Navais

  • EndereçoFortaleza de São José, s/nº, Ilha das Cobras, Centro, Rio de Janeiro (RJ). Acesso pela Praça Barão de Ladário ou pela Praça Mauá
  • Dias e horáriosDe terça a sexta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 13h15 às 16h
  • EntradaGratuita
  • Visitas guiadasTodas as visitas são acompanhadas por guia
  • Grupos e escolasGrupos com 10 ou mais visitantes precisam agendar. Visitas com menos de 10 pessoas podem ser espontâneas
  • AcessibilidadeO museu é acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida
  • VestimentaPor se tratar de uma área militar, não é permitida a entrada de shorts, bermuda ou chinelo
  • AgendamentoPelo e-mail cgcfn.museucfn@marinha.mil.br

Como chegar

O museu fica no coração do Centro histórico do Rio, entre a Candelária e a Praça Mauá. O acesso à Ilha das Cobras pode ser feito por dois pontos, ligados pela Orla Conde: pela Praça Barão de Ladário, junto à Rua Primeiro de Março, perto da Igreja da Candelária e do Espaço Cultural da Marinha, ou pela Praça Mauá, ao lado do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio, no Boulevard Olímpico.

  • Parada Candelária3 a 5 min a péA mais próxima do acesso pela Praça Barão de Ladário, contornando a Igreja da Candelária.
  • Parada dos Museus5 a 7 min a péNa Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã. Melhor opção pelo acesso da Praça Mauá, pela Orla Conde, e para quem vem da Rodoviária ou do Aeroporto Santos Dumont.
  • Parada São Bentopoucos minutosNa Avenida Rio Branco, entre as outras duas.

As três paradas são atendidas pela Linha 1 do VLT, que liga a Rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont passando pela Avenida Rio Branco.

O que ver no Museu do Corpo de Fuzileiros Navais

O Museu ocupa o sítio histórico da Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras. São as mesmas instalações onde a Brigada Real da Marinha, origem do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), se instalou em 1809, na volta da campanha de Caiena, na Guiana Francesa. A visita guiada percorre túneis, salões, pátios e fortificações, contando a trajetória da Fortaleza, da cidade do Rio de Janeiro e dos Fuzileiros Navais.

O Museu do Corpo de Fuzileiros Navais é uma instituição oficial da Marinha do Brasil, mantida pelo Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais. O museu atua na preservação, pesquisa e comunicação dos acervos históricos, iconográficos e documentais do CFN e da Fortaleza de São José, aproximando esse patrimônio da Família Naval e de toda a sociedade. Todas as visitas são conduzidas por guias do museu.

Túneis subterrâneos da Ilha das Cobras

Túnel subterrâneo do Museu do Corpo de Fuzileiros Navais com armamentos históricos expostos nas paredes
Túnel com armamentos históricos
Túnel Histórico Comandante Quintão, com painéis sobre a construção da Fortaleza de São JoséTúnel dos Uniformes do Museu do CFN, com manequins vestindo fardamentos históricos dos Fuzileiros Navais

O coração do museu fica sob a terra. Dois túneis, abertos pelos portugueses para ligar com segurança as fortificações da ilha, formam o circuito expositivo. Alguns historiadores acreditam que, no período colonial, parte do ouro enviado a Portugal passava por essas galerias.

Túnel Histórico Comandante Quintão. Reúne documentos, medalhas, pratarias, peças arqueológicas, fotografias, equipamentos e armamentos, além de painéis sobre a construção e a formação da Fortaleza. O nome homenageia o Comandante Paulo Roberto Marcos Quintão, encarregado do museu de 1990 a 2004, que enxergou o valor histórico dessas galerias.

Túnel dos Uniformes. Apresenta a evolução do fardamento dos Fuzileiros Navais, dos uniformes da Brigada Real de 1808 aos dias de hoje. É uma viagem visual por mais de dois séculos de tradição, do garança ao uniforme de combate.

A Cisterna: a linha do tempo dos Fuzileiros Navais

Salão abobadado da antiga Cisterna da Fortaleza, com pilares e painéis da exposiçãoLinha do tempo dos Fuzileiros Navais exposta na antiga Cisterna da Fortaleza de São José

Ao fim do Túnel dos Uniformes está a antiga Cisterna da Fortaleza. Os documentos históricos registram três cisternas, modernizadas em 1738 e essenciais para abastecer a ilha até a construção das caixas d'água. Redescoberta em escavações arqueológicas e totalmente reformada e climatizada na revitalização de 2024, a Cisterna abriga a exposição permanente que conta a história do CFN.

  • Linha do tempo: vai de 1618 aos dias atuais e mostra, ao lado de cada marco dos Fuzileiros Navais, o que acontecia no mundo na mesma época.
  • Exposição audiovisual: 40 painéis e monitores revelam a participação dos Fuzileiros Navais nos episódios que formaram a nação e o Estado brasileiro, da chegada da Família Real ao ingresso das primeiras mulheres como Soldados Fuzileiros Navais.
  • Vocações e missões: painéis sobre as vertentes de atuação que são a razão de existir do CFN.

A cela de Tiradentes

Cela onde Tiradentes ficou preso na Ilha das Cobras, com parede de rocha e grade de ferroGrade de ferro da cela de Tiradentes na Ilha das Cobras

A visita inclui a cela onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso e incomunicável, no cubículo V da Cela III, preservado como na época. O espaço fica no antigo Forte de Santa Margarida, hoje Hospital Central da Marinha. As celas conservam a entrada de ar e o sanitário escavados na própria rocha.

Tiradentes foi detido em 1789, na Rua dos Latoeiros (atual Rua Gonçalves Dias), e levado à Ilha das Cobras. Só saiu dali em 17 de abril de 1792, rumo à Cadeia Velha, onde hoje está o Palácio Tiradentes, para ouvir sua sentença. Foi enforcado em 21 de abril de 1792, único condenado à morte entre os inconfidentes. Esquecido durante o Império, tornou-se mártir e herói nacional com a Proclamação da República.

A antiga prisão da Fortaleza guardou outros nomes da história do Brasil:

  • os irmãos Andrada, no Império;
  • o Almirante Custódio de Melo, após a Revolta da Armada de 1893;
  • Borges de Medeiros e Arthur Bernardes, após a Revolução Constitucionalista de 1932;
  • os irmãos Távora.

A Capela de São José e o patrimônio tombado pelo IPHAN

Frontispício da Capela de São José, tombado pelo IPHAN, na Ilha das CobrasPortão antigo do Forte do Meio, tombado pelo IPHAN, com a placa de lioz de 1736

Depois de séculos de reformas, a Fortaleza conserva dois elementos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN):

  • O portão antigo do Forte do Meio, que ostenta desde 1736 a placa de lioz colocada na conclusão da Fortaleza. Hoje o portão fica no Presídio da Marinha.
  • O frontispício da Capela de São José, apontada como a primeira capela militar do Brasil e presente em plantas do início do século XVII. Era nela que Tiradentes podia rezar nos anos de prisão.

Salão Sete de Março

Salão Sete de Março, com o tríptico de Navarro da Costa e as bandeiras do CFNTríptico de Navarro da Costa com o encouraçado USS Utah na Baía de Guanabara

É o salão nobre do Corpo de Fuzileiros Navais, onde são promovidos os Almirantes Fuzileiros Navais. Em ocasiões de luto, torna-se câmara ardente dos antigos Comandantes-Gerais. O nome lembra a data magna da corporação: a chegada da Família Real ao Rio, escoltada pela Brigada Real da Marinha, em 7 de março de 1808.

  • "Chegada da Família Real ao Brasil", de Miranda Júnior. Mostra D. João, D. Carlota Joaquina e D. Maria I desembarcando na Praça XV, escoltados pela Brigada Real. A tela guarda dois detalhes do cotidiano: as folhas de pitanga no chão e os turbantes das damas (veja em Curiosidades).
  • "Pátria", de Pedro Bruno. Segunda versão, pintada pelo próprio artista, da alegoria republicana cuja primeira versão está no Museu da República. Na tela, a Pátria sai dos palácios e vai para a casa do povo, representada por mulheres que, com as próprias mãos, fazem a Pátria. Ao fundo, Tiradentes aparece como mártir, e Benjamin Constant, como patriarca da República.
  • Tríptico de Navarro da Costa. Pintado com espátula entre 1929 e 1930, é apontado como uma das maiores obras impressionistas da arte brasileira. Retrata a visita do encouraçado norte-americano USS Utah ao Rio, em 1928, e mostra o Pão de Açúcar ainda sem bondinho.

Na entrada do salão, panóplias montadas com peças do século XVIII encontradas na demolição do Baluarte de Santo Antônio, como rapieiras espanholas e morriões originais.

Salão Comandante Clemente

Maquete da Ilha das Cobras em 1736 no Salão Comandante Clemente
Maquete da Ilha das Cobras em 1736

O salão leva o nome do CMG (FN) Clemente José Monteiro Filho, o mesmo homenageado na Sala de Antiguidades que deu origem ao museu. Entre os objetos expostos está uma maquete da Ilha das Cobras em 1736, ano de conclusão da Fortaleza de São José, que permite ao visitante enxergar a ilha fortificada do período colonial.

Salão Sebastopol

Salão Sebastopol com a pintura de Pedro Bruno sobre o 2º Sargento Francisco Borges de SouzaGaleria de retratos dos ex-Comandantes-Gerais do CFN no Salão Sebastopol

Se o Sete de Março é o salão nobre, o Sebastopol é dedicado ao que o CFN tem de mais valioso: sua gente. No centro, a pintura de Pedro Bruno que retrata o 2º Sargento Francisco Borges de Souza. Gravemente ferido, ele arria a bandeira inimiga e iça a brasileira na tomada da Praça Forte de Paissandu, no Uruguai, em 1864. A obra lembra que, do soldado ao almirante, todos têm a mesma missão.

O salão reúne ainda:

  • a galeria de retratos dos ex-Comandantes-Gerais, desde 1932;
  • os retratos do Patrono, Almirante Sylvio de Camargo; da Madrinha, Rachel de Queiroz; e da fundadora da Brigada Real, D. Maria I;
  • os retratos de Rodrigo Pinto Guedes, o Barão do Rio da Prata, primeiro comandante da Brigada Real no Brasil; do Almirante Protógenes Guimarães; e do Almirante Maximiano;
  • as condecorações concedidas ao Estandarte do CFN;
  • as espadas do Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil.

Museu a céu aberto

JeepAnf Ford GPA, veículo anfíbio histórico dos Fuzileiros Navais, em desfile
JeepAnf (Ford GPA)

Ao ar livre, o visitante vê de perto a força material da corporação:

  • viaturas operativas, canhões, metralhadoras e motocicletas usados pelo CFN;
  • o JeepAnf (Ford GPA), veículo anfíbio da Segunda Guerra Mundial que o CFN utilizou até 1982 e hoje preserva como viatura histórica;
  • uma escavação arqueológica que revela o contraforte da muralha da Fortaleza, erguida no século XVIII. Cerâmicas, telhas, pisos e outros vestígios encontrados nas intervenções arqueológicas na ilha também integram o acervo do museu.

Memorial aos Fuzileiros Navais Mortos em Combate

Memorial aos Fuzileiros Navais Mortos em Combate, com colunas de aço e cúpula azul, ao lado do estandarte do CFN
Memorial aos Fuzileiros Navais Mortos em Combate

O Memorial homenageia os 1.622 Fuzileiros Navais que morreram em combate desde 1808 e foi inaugurado em 12 de junho de 2006. Cada parte do monumento tem um significado:

  • Base: circular, em granito, é uma "roda do tempo" com os principais eventos da história do Brasil de que os Fuzileiros participaram.
  • Colunas: cinco colunas de aço escovado sobem em direção ao céu, simbolizando o crescimento contínuo da instituição. No topo, cinco brasões representam os grandes períodos da história brasileira: Reino Unido, Primeiro Reinado, Regência, Segundo Reinado e República.
  • Cúpula: em acrílico azul, reproduz o céu da noite de 7 de março de 1808 sobre o Rio de Janeiro. São 162 estrelas, e cada uma representa dez combatentes.
  • Vista do alto: o conjunto forma a estrela do estandarte do CFN, que tremula ao lado, guardado simbolicamente pelos heróis que deram a vida pela Nação.

Conheça também a história do Corpo de Fuzileiros Navais, marcada por esses combatentes.

Espaço CFN e a Sociedade

Espaço CFN e a Sociedade, com o busto de Rachel de QueirozMotocicletas das escoltas com batedores dos Fuzileiros Navais

Uma área dedicada aos laços entre os Fuzileiros Navais e o povo brasileiro:

  • totem interativo com fotos antigas da Marinha e da Ilha das Cobras, cedidas pelo Museu da Imagem e do Som (MIS);
  • o Salão Rachel de Queiroz, dedicada à Madrinha do CFN;
  • homenagem ao filme "Fuzileiro do Amor" (1956), de Mazzaropi;
  • as motocicletas das escoltas com batedores, empregadas na segurança de comboios de autoridades;
  • painel sobre as mulheres que marcaram a história do CFN.

Um passeio pela Fortaleza

Monumento ao gorro de fita na Praça do Gorro de Fita, na Ilha das CobrasRua de paralelepípedos do Pátio Almirante Maximiano com a torre ao fundo

Placas "Você está aqui" guiam o visitante pelos pontos históricos da ilha:

  • Pórtico do Batalhão Naval: o portão atual, de granito e ferro fundido feitos no Brasil, substituiu o primeiro, erguido após a Guerra do Paraguai. As paredes da ladeira ainda guardam as marcas de tiros da Revolta da Armada.
  • Baluarte de Santo Antônio: erguido entre 1709 e 1711, cruzava fogos com os fortes vizinhos. Foi demolido no fim do século XIX para dar lugar aos diques do Arsenal de Marinha.
  • A defesa da Baía de Guanabara: a Fortaleza era a última das três linhas de defesa da baía.
  • Companhia de Bandas: a casa da música dos Fuzileiros Navais desde 1809.
  • Praça do Gorro de Fita: o monumento ao símbolo mais conhecido do Fuzileiro Naval, inaugurado em 1990, no centenário do gorro.
  • Pátio Almirante Maximiano: palco da cerimônia do Dia do Fuzileiro Naval, todo 7 de março, e de uma das vistas mais bonitas para Niterói e a Ilha Fiscal.

São quatro séculos em uma visita

Gratuita e guiada. Grupos com 10 ou mais pessoas agendam pelo e-mail.

Agende sua visita